3. O sorriso dá-nos uma sensação de segurança
Quando sorrimos, isso pode significar para o cérebro que não estamos definitivamente em perigo. Num ambiente urbano ou com stress crónico, o corpo está constantemente tenso porque, inconscientemente, espera um ataque. Os músculos contraem-se e endurecem. No entanto, provavelmente já reparou que, quando se encontra com amigos ou vê a sua comédia favorita, ri e relaxa, como se algo dentro de si se soltasse.
Este é o efeito fisiológico de um sorriso. O corpo percebe-o como um sinal de que não há perigo, por isso o ritmo cardíaco abranda, a pressão sanguínea diminui e nós relaxamos automaticamente.
4. O sorriso desencadeia o efeito de reflexão
O sorriso é visto pelos outros como um sinal de benevolência e, a um nível mais profundo, como a ausência de perigo. Ao sorrir para outra pessoa, está inconscientemente a prepará-la para uma comunicação mais positiva e aberta, mesmo que ela não se aperceba disso. A isto chama-se o efeito de reflexo.
Ocorre devido aos neurónios-espelho no cérebro, que provocam a imitação de acções e expressões de outras pessoas. É assim que compreendemos as intenções das outras pessoas. Estes neurónios são activados pela observação das acções do nosso interlocutor – por exemplo, o seu sorriso. Através da repetição do gesto, os neurónios ajudam-nos a perceber porque é que a outra pessoa realizou a ação. É assim que se desencadeia o ciclo do sorriso.
É claro que ainda não compreendemos totalmente todos os processos através dos quais o cérebro pode regular o nosso humor e, muito menos, a forma exacta de o controlar. Mas sorrir parece ser um truque de vida viável se precisar de se animar e relaxar um pouco.